| Título: | Fortalecimento da Produção e Comercialização Sustentável dos Alimentos de Comunidades Tradicionais (Quilombolas). | Ano: | 2026 |
|---|---|---|---|
| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 16 |
| Público Estimado: | 226 | Área Principal: | TODAS |
| Área do CNPq: | Ciências Agrárias | Unidade Proponente: | DEPARTAMENTO DE MORFOFISIOLOGIA VETERINÁRIA/CCA |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
A insegurança alimentar e nutricional é um problema contínuo nas comunidades quilombolas brasileiros, resultante da desigualdade de acesso aos alimentos, políticas públicas inadequadas e fragilidades nos sistemas de produção nas áreas rurais. Nesse contexto, o reconhecimento do conhecimento local e dos alimentos oriundos de comunidades quilombolas surge como um componente estrutural para o desenvolvimento sustentável, pois articula práticas alimentares, identidades culturais e autonomia produtiva. As comunidades quilombolas no território dos Cocais (MA) apesar de grandes potencializadoras de produção agrícola, são desfavorecidas de acesso a políticas públicas de incentivo a produção e alimentos saudáveis e podem apresentar carências nutricionais em decorrência do desconhecimento do valor nutricional dos seus produtos, essas comunidades também podem apresentar baixos níveis de produção alimentícia diversificada, além de dificuldades de acesso aos circuitos comerciais solidários existentes, prejudicando assim a segurança e soberania alimentar. Portanto, a proposta busca incorporar ciência, extensão e conhecimento local que contribuam para promover práticas alimentares saudáveis e sustentáveis, utilizando como eixo orientador a autonomia e o valor etnográfico do patrimônio sociocultural dessas populações. O problema central consiste na vulnerabilidade organizacional e institucional da produção local da cadeia produtiva de alimentos o que provoca problemas de insegurança alimentar e nutricional das comunidades quilombolas, associada à limitação tecnológica para ampliação de suas potencialidades produtivas. A hipótese investigada é que ações participativas de formação, adoção de tecnologias sociais de baixo custo e valorização dos alimentos regionais podem contribuir para o fortalecimento da soberania alimentar e a redução dos índices de insegurança alimentar e nutricional em alinhamento com os fundamentos do desenvolvimento territorial sustentável conforme preconiza o PAS Nordeste. Pesquisas e experiências anteriores da equipe do NUEPPA/UFPI em ambientes rurais semelhantes apoiam que o treinamento técnico e a colaboração com a comunidade contribuem para melhorar a autonomia produtiva, a variedade de oferta de alimentos e ganhos econômicos nutricionais. A metodologia será participativa e baseada em pesquisa-ação, envolvendo oficinas de capacitação para a produção de diagnósticos físico-químicos e nutricionais de alimentos, introdução de tecnologias sociais de implementação e adoção de tecnologias sociais de baixo custo e ações de educação alimentar e nutricional guiadas por princípios de sustentabilidade e valorização da cultura alimentar regional. As atividades serão implementadas em colaboração com instituições regionais e locais, buscando resultados que possam ser medidos na segurança alimentar, geração de renda e promoção social e cultural