Esta dissertação propõe-se a avaliar o Programa Nacional de Assistência Estudantil
(PNAES) na Universidade Federal do Piauí (UFPI), através de indicadores
acadêmicos como evasão, retenção e taxa de sucesso. O estudo buscou comparar o
desempenho acadêmico de estudantes da ampla concorrência sem benefícios
assistenciais com o de estudantes que ingressaram na UFPI através da lei de cotas,
diferenciando entre os que recebem auxílio estudantil (CCAE) e os que não recebem
(CSAE). A pesquisa empregou uma metodologia quantitativa, analisando dados de
ingresso via SISU na UFPI (2016-2024). Os cursos foram categorizados em dois
grupos conforme a média da nota de corte dos cursos, em seguida, cada grupo foi
dividido nos três grupos de estudo. Utilizou-se o teste estatístico Kruskal-Wallis para
verificar diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, complementado
pelo teste post-hoc de Dunn-Bonferroni. Os resultados demonstraram que o grupo
CCAE apresenta as menores taxas de evasão e as maiores taxas de sucesso,
evidenciando o impacto protetor do PNAES na permanência e conclusão de cursos. A
taxa de retenção dos cotistas assistidos mostrou um comportamento crescente após
a pandemia, sugerindo que o PNAES, ao mitigar a evasão, pode influenciar o
prolongamento da permanência para a conclusão, especialmente em cenários de
adversidade. Conclui-se que o auxílio estudantil é um fator determinante para a
redução da evasão e o aumento da taxa de sucesso entre estudantes cotistas,
superando, em muitos aspectos, o desempenho de alunos de ampla concorrência
quando as barreiras financeiras são minimizadas. Este trabalho sublinha a
necessidade de continuar fortalecendo o PNAES e aprimorando seus mecanismos de
avaliação para garantir a equidade e o sucesso acadêmico no ensino superior federal.