• UFPI

  • COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM/CCS

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Banca de QUALIFICAÇÃO: VITÓRIA EDUARDA SILVA RODRIGUES

23 de Outubro de 2026 às 15:38

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: VITÓRIA EDUARDA SILVA RODRIGUES
DATA: 12/11/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório PPGEnf
TÍTULO: DESENVOLVIMENTO DE CHATBOT SOBRE AUTOCUIDADO COM A FÍSTULA ARTERIOVENOSA
PALAVRAS-CHAVES: Fístula arteriovenosa. Hemodiálise. Autocuidado. Tecnologia educacional. Chatbot.
PÁGINAS: 95
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Enfermagem
RESUMO:

A fístula arteriovenosa (FAV) constitui um importante acesso vascular para pacientes com doença renal crônica em tratamento hemodialítico, cuja preservação depende de cuidados contínuos e da participação ativa do paciente. Nesse contexto, os chatbots podem complementar as ações educativas em saúde, ampliar o acesso às orientações e apoiar o autocuidado. O objetivo deste estudo foi desenvolver um chatbot educativo para apoiar o autocuidado com a FAV em pacientes adultos em hemodiálise. Trata-se de uma pesquisa de desenvolvimento tecnológico aplicada à saúde, estruturada conforme o modelo de Design Instrucional ADDIE, que compreende as fases de análise, design, desenvolvimento, implementação e avaliação. Na fase de análise, realizou-se benchmarking de quatro chatbots relacionados à saúde renal, com aplicação da técnica SCAMPER para definição de requisitos preliminares. Paralelamente, iniciou-se a caracterização dos pacientes e a avaliação do letramento digital em saúde em uma clínica nefrológica vinculada a um hospital público de Teresina, Piauí, utilizando questionário de caracterização e escala eHEALS-Br, com análise estatística descritiva. As etapas subsequentes compreenderão a organização dos conteúdos educativos, a construção do protótipo, a validação por especialistas e a avaliação da usabilidade com o público-alvo. O benchmarking identificou diferenças entre as tecnologias quanto ao conteúdo, à arquitetura conversacional, às funcionalidades, à usabilidade e à segurança, subsidiando requisitos relacionados à linguagem acessível, à organização temática, à interação e à confiabilidade das orientações. Até o momento, participaram da coleta 30 pacientes, dos quais 19 (63,3%) utilizavam FAV. A maioria possuía smartphone e acesso à internet (86,7%), utilizava a internet diariamente (76,7%) e buscava informações sobre saúde em ambientes digitais (66,7%). Entretanto, apenas 26,7% relataram experiência prévia com chatbots ou ferramentas de inteligência artificial. O escore médio da eHEALS-Br foi de 24,0 pontos (DP = 13,3), sendo 40,0% dos participantes classificados com alto letramento digital em saúde e 36,7% com baixo letramento. Embora 93,3% tenham recebido orientações profissionais sobre o acesso vascular, apenas 43,3% relataram acesso a materiais educativos específicos. Os resultados parciais demonstram que a disponibilidade de dispositivos e o uso frequente da internet não garantem níveis elevados de letramento digital em saúde. A heterogeneidade das habilidades percebidas e a limitada familiaridade com tecnologias conversacionais reforçam a necessidade de desenvolver uma ferramenta com linguagem clara, navegação intuitiva e conteúdos confiáveis. A articulação entre os requisitos identificados no benchmarking e as características do público-alvo orientará as próximas etapas do desenvolvimento, visando à construção de um chatbot acessível e adequado às necessidades de autocuidado com a FAV. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1735254 - ANA LARISSA GOMES MACHADO
Interno - 1792859 - ELAINE MARIA LEITE RANGEL ANDRADE
Interno - 1842466 - FRANCISCO GILBERTO FERNANDES PEREIRA
Externo à Instituição - 993.***.***-53 - MARILIA BRAGA MARQUES - UFC