• UFPI

  • COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS/CMRV

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Banca de QUALIFICAÇÃO: JAMILE ALVES ARAUJO

21 de Outubro de 2026 às 20:13

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: JAMILE ALVES ARAUJO
DATA: 06/11/2026
HORA: 14:30
LOCAL: Sala de aula do PPGCBM
TÍTULO: Relação da potência muscular com desfechos clínicos, funcionais e psicossociais de indivíduos com osteoartrite sintomática do joelho: um estudo transversal
PALAVRAS-CHAVES: Artrose de Joelho, Potência muscular, Dor, Função física, Testes físicos
PÁGINAS: 64
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

 A Osteoartrite do Joelho (OAJ) é uma condição caracterizada pela degeneração da cartilagem articular, alterações no osso subcondral e sinovite. Clinicamente, os indivíduos acometidos apresentam dor, rigidez articular, redução da amplitude de movimento e diminuição da força muscular. No entanto, os déficits relacionados à potência muscular nessa população ainda são questionáveis. O objetivo principal dessa dissertação foi analisar a relação da potência estimada por testes funcionais com desfechos clínicos, funcionais e psicossociais em indivíduos com OAJ. Para isso, essa investigação foi baseada em 3 estudos. O estudo 1 consistiu em uma revisão sistemática que teve como objetivo sintetizar as evidências disponíveis sobre a relação da potência muscular com a dor e função em indivíduos com OAJ e explorar as diferenças na potência muscular entre indivíduos com OAJ e controles saudáveis. Foi realizada uma busca abrangente em quatro bases de dados (Web of Science, Scopus, PubMed e Embase) desde a primeira data disponível até 26 de agosto de 2025. Um total de 9 estudos, envolvendo 634 participantes com OAJ (idade média de 55,1 anos), foram incluídos na revisão. Os resultados mostraram que indivíduos com OAJ e menores níveis de potência muscular possuem maior intensidade de dor e pior desempenho funcional. Além disso, foram identificados apenas dois estudos que compararam a potência muscular entre indivíduos com e sem OAJ, contudo, esses estudos restringiram suas amostras a mulheres na pós-menopausa e a indivíduos com osteoartrite femoropatelar isolada. Portanto, a potência muscular está associada a dor e função nesses indivíduos, mas com baixo grau de certeza das evidências, e são necessários estudos futuros que quantifiquem os déficits de potência muscular em indivíduos com OAJ em comparação com indivíduos saudáveis, pareados por idade e sexo. O estudo 2 teve como objetivo determinar se indivíduos com OAJ sintomática apresentam potência muscular funcional reduzida em comparação com controles saudáveis pareados por idade e sexo. Tratou-se de um estudo transversal envolvendo 96 participantes (57 com e 39 sem diagnóstico de OAJ) no qual a potência muscular funcional foi avaliada por meio dos seguintes testes funcionais: teste de levantar e sentar da cadeira em 30 segundos (TSL-30s) e teste de subir e descer degrau em 15 segundos (TSD-15s). Foi encontrado uma diferença média de 68,8 W na potência muscular média, 26,5 W·m⁻² na potência alométrica e 1,1 W·kg⁻¹ na potência relativa, estimadas pelo TSL 30s; e uma diferença média de 11,7 W na potência muscular estimada pelo TSD-15s entre indivíduos com e sem OAJ. Em conclusão, indivíduos com OAJ possuem uma potência muscular funcional, em média, 34% menor em relação àqueles sem a condição pareados por idade e sexo. O estudo 3 tem por objetivo verificar a relação da potência muscular com desfechos clínicos, funcionais e psicossociais em indivíduos com OAJ sintomática, e está em fase de finalização das coletas de dados. O mesmo será apresentado na íntegra na defesa da presente dissertação.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1900252 - BALDOMERO ANTONIO KATO DA SILVA
Interno - 1642909 - FUAD AHMAD HAZIME
Presidente - 1242314 - GLAUKO ANDRE DE FIGUEIREDO DANTAS