11 de Setembro de 2026 às 16:30
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.Introdução: A eficiência global do movimento é determinada pela capacidade de produzir contração muscular a partir da energia metabólica e pelo uso adequado das alavancas corporais para gerar trabalho positivo. Em locomoções saltitantes, como corrida e salto, a eficiência global é modulada pela velocidade e pela frequência do movimento. As assimetrias rebound e landing-takeoff permitem compreender o comportamento elástico e muscular durante o ciclo do movimento. Embora ambas as locomoções utilizem o mecanismo elástico, diferenças cinemáticas podem acarretar alterações nos desfechos cinéticos que determinam as assimetrias. Objetivo: Investigar as repercussões fisiomecânicas de diferentes frequências durante um teste de salto vertical contínuo de 30 segundos. Materiais e métodos: Os participantes realizaram salto vertical contínuo submáximo sobre plataforma de força durante 30 segundos. Os saltos foram executados em três frequências controladas por metrônomo (1.16 Hz, 1.83 Hz e 2.5 Hz) e frequência autosselecionada (FAS). A partir da avaliação da força vertical, foram calculados os desfechos cinéticos. Os dados foram tratados e processados em um script desenvolvido no software Visual Studio Code utilizando linguagem Python. A comparação dos desfechos entre as diferentes frequências foi realizada por meio de Modelos Lineares Mistos (LME) e post-hoc de Holm-Bonferroni. Resultados: Os desfechos na frequência de 1.16 Hz apresentaram assimetria rebound reversa, simetria landing-takeoff, assimetria reversa entre a frequência natural do sistema e a frequência de passada (fs < fstep), sugerindo baixa efetividade do mecanismo elástico. A frequência de 1.83 Hz caracterizou-se como um ponto de transição entre as frequências analisadas, apresentando simetria em todas as relações observadas, sugerindo melhora na eficiência elástica em comparação com a frequência de 1,16 Hz. A FAS e a 2.5 Hz, apresentaram assimetrias rebound e fs / fstep e simetria landing-takeoff, comportamento compatível com maior efetividade do mecanismo elástico. Entretanto, na FAS, os ajustes cinéticos foram mais acentuados, sugerindo maior efetividade do mecanismo elástico em comparação 2.5 Hz. Conclusão: A fstep modificou desfechos fisiomecânicos do salto vertical contínuo. Características mecânicas mais complacentes foram observadas na baixa frequência, enquanto comportamentos elásticos foram observados nas altas frequências. A FAS apresentou ajustes cinéticos sugestivos de otimização ainda maior do mecanismo elástico.