• UFPI

  • COORDENAÇÃO DO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS BIOMÉDICAS/CMRV

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIA RAISSE RIBEIRO DE SOUSA

9 de Setembro de 2026 às 15:03

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIA RAISSE RIBEIRO DE SOUSA
DATA: 25/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: : https://meet.google.com/ocs-qqnn-qpu
TÍTULO: ÓLEO ESSENCIAL DE Eugenia egensis DC.: Atividade antileishmania e modulação funcional de macrófagos contra Leishmania (Leishmania) amazonensis
PALAVRAS-CHAVES: Leishmanioses; produtos naturais; imunomodulação.
PÁGINAS: 82
GRANDE ÁREA: Ciências da Saúde
ÁREA: Medicina
RESUMO:

As leishmanioses são doenças zoonóticas que representam um grave problema de saúde pública mundial. O tratamento convencional apresenta limitações, principalmente devido à ocorrência de efeitos adversos e ao aumento da resistência parasitária, evidenciando a necessidade de novas alternativas terapêuticas. Nessa perspectiva, os óleos essenciais (OEs) têm se destacado como fontes promissoras de moléculas com potencial leishmanicida. OEs do gênero Eugenia inclui espécies com atividade antileishmania já demonstrada, entre elas Eugenia uniflora L., Eugenia gracillima Kiaersk, Eugenia piauhiensis Vellaff., Eugenia pyriformis Cambess. e Eugenia arenosa Mattos. Nesse contexto, Eugenia egensis DC. destaca-se pelo perfil químico de seu óleo essencial, predominantemente constituído por sesquiterpenos, classe que reúne compostos com atividade antiparasitária já descrita na literatura, como o β-cariofileno. Desse modo, o óleo essencial dessa espécie constitui uma matriz química biologicamente plausível para investigação antileishmania. Considerando essas evidências, este estudo analisou a composição química do óleo essencial de E. egensis DC. (OEEe) e avaliou sua atividade antileishmania, citotoxicidade e possíveis mecanismos de ação frente a Leishmania (Leishmania) amazonensis. O OEEe foi efetivo sobre as formas promastigotas de L. (L.) amazonensis, apresentando CI50 de 9,65 µg/mL, valor consideravelmente inferior à concentração citotóxica média determinada em macrófagos J774.A1 (CC50 = 154,67 µg/mL), resultando em IS de 16,02. A atividade foi ainda mais expressiva sobre as amastigotas intramacrofágicas, para as quais foi obtida CE50 de 1,89 µg/mL, com redução significativa da porcentagem de macrófagos infectados e do número de amastigotas por macrófago. O índice de seletividade do OEEe (IS = 81,83) foi superior ao da anfotericina B, correspondendo a uma seletividade 79,45 vezes maior que a observada para o fármaco de referência (IS = 1,03). Esse efeito foi corroborado pelo ensaio de recuperação de promastigotas, com redução acentuada da viabilidade parasitária nas menores concentrações e ausência de recuperação em 6,25 e 12,5 µg/mL. A redução da carga parasitária de amastigotas intracelulares foi acompanhada por um perfil imunomodulador, caracterizado pelo aumento de TNF-α e IL-12 e pela redução de IL-10 e IL-6. Esses dados sugerem que o OEEe favorece um ambiente mais pró-inflamatório, compatível com a ativação de respostas celulares associadas ao controle do parasito. Adicionalmente, foram observadas alterações na atividade lisossomal e maior capacidade fagocítica dos macrófagos J774.A1, mecanismos envolvidos no processamento e eliminação do parasito. Portanto, os resultados demonstram que o OEEe apresenta atividade antileishmania seletiva, associada à redução da carga parasitária e à modulação de mecanismos funcionais e imunológicos das células hospedeiras.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1551972 - FRANCE KEIKO NASCIMENTO YOSHIOKA
Presidente - 2362290 - KLINGER ANTONIO DA FRANCA RODRIGUES
Externo à Instituição - 841.***.***-10 - LEIZ MARIA COSTA VERAS - UFMA
Externo à Instituição - 047.***.***-38 - RITA DE CÁSSIA VIANA DE CARVALHO - UniDomBosco