10 de Agosto de 2026 às 10:10
Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.A aquicultura brasileira tem na tilápia (Oreochromis sp.) sua principal espécie de cultivo, porém seu processamento industrial gera grandes volumes de resíduos, como cabeça, pele, carcaça e nadadeiras, que podem representar até 70% da biomassa total e causar impactos ambientais se descartados inadequadamente. O presente estudo teve como objetivo avaliar a viabilidade técnica e econômica da extração de óleo com características nutricionais a partir de resíduos recuperados da filetagem de tilápia no Mercado do Peixe de Teresina-PI. A metodologia adotou um Delineamento Inteiramente Casualizado em arranjo fatorial 4x4, testando quatro tipos de resíduos (cabeça, pele, carcaça e nadadeiras) e quatro sistemas de solventes (água, etanol, isopropanol e mistura 1:1), totalizando 16 combinações experimentais. Foram realizadas análises de rendimento, físico-químicas, perfil de ácidos graxos por cromatografia gasosa (CG-EM) e atividade antimicrobiana, aplicando-se uma análise multicritério para seleção do tratamento mais eficiente com base em rendimento, teor lipídico e custo. Os resultados demonstraram que o isopropanol proporcionou os maiores rendimentos médios de óleo, superando o etanol e a mistura de solventes. A análise multicritério identificou a combinação de Carcaça com Isopropanol como a mais eficiente, apresentando o melhor equilíbrio entre baixo custo operacional e elevada recuperação de biomassa lipídica. Conclui-se que a extração utilizando isopropanol em carcaças de tilápia é uma alternativa sustentável e viável, alinhada aos princípios da economia circular e da bioeconomia, convertendo passivos ambientais em produtos de valor agregado.