Ementa: Refletir antropologicamente sobre como o Piauí é interpelado pelos signos de sertão, na contemporaneidade, a partir da sua história e de suas
memórias. Pensar genealogias piauienses e suas ressignificações à luz da categoria sertão, cujas identificações, desconstruções e reelaborações
de sentidos são desafios teórico-empíricos contemporâneos em um debate ainda incipiente no Piauí, ante signos difusos de sertão que afloram na
vida sociocultural local, seja na capital, Teresina, seja no interior do estado. À luz da compreensão de imagens e narrativas de sertão, construídas no
pensamento social brasileiro, seja por uma sociografia voltada para a questão nacional e regional - expressa na conhecida oposição litoral/sertão ,
seja por viajantes naturalistas, ou por outras linguagens (literatura, música, cinema, outras expressões artísticas, tradições orais), lida-se com
elementos culturais, no imaginário do ser Brasil, do ser Nordeste, do ser Piauí, interpeladores de subjetividades e produtores de sentidos para a
"nação piauiense", na perspectiva de uma etnosertania.
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para publicação na Revista O público e o privado (no prelo).
_______________. Nota de aula nº 1: Nas trilhas da categoria sertão. Teresina, 2000/2004/2006, 4 p.
_______________. Nota de aula nº 2: Veredas do grande sertão na construção do Brasil como ?comunidade Imaginada? . Teresina,
2000/2004/2006, 2 p.
_______________. Nota de aula nº 3: Imagens de sertão a partir da leitura do texto: SOUZA, C. V. I. Sertão e litoral: o espaço na construção
nacional. A pátria geográfica: sertão e litoral no pensamento social brasileiro. Goiânia: UFG, 1997, pp.35-86., Teresina, 2000/2004/2006, 4 p.
_______________. Nota de aula nº 4: Imagens de sertão a partir da leitura do texto: SOUZA, C. V. II. A incorporação do sertão: para fazer outro
Brasil. A pátria geográfica: sertão e litoral no pensamento social brasileiro. Goiânia: UFG, 1997. Teresina, 2000/2004/2006, pp.87-130, 3p.
_______________. Nota de aula nº 5: Imagens de sertão a partir da leitura do texto: SOUZA, C. V. III. A fronteira no Brasil: desdobramentos do
imaginário sobre o vazio-sertão. A pátria geográfica: sertão e litoral no pensamento social brasileiro. Goiânia: UFG, 1997, pp. 131-154, Teresina,2000/2004/2006, 2p.
_______________. Nota de aula nº 6: Nota de aula n. 6: Imagens de sertão a partir da leitura do texto: SOUZA, C. V. IV. A pátria geográfica: o
espaço vazio e a nacionalidade. A pátria geográfica: sertão e litoral no pensamento social brasileiro. Goiânia: UFG, 1997, pp. 155-166, Teresina,
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Filmografia (ficção/documentários)
Ficção:
a/"Desmundo". Ficção, longa-metragem. 2003. Colorido. Direção: Alain Fresnat. Baseado no romance de Ana Miranda, Desmundo fala de um Brasil
dos primeiros anos da colonização, país ainda primitivo, habitado por homens e mulheres rudes, para o qual eram enviadas órfãs portuguesas, para
se casarem com os colonizadores que viviam ?em pecado? com as índias, por falta de mulheres brancas;
b/"Brava gente brasileira" - Ficção.(Brasil, 2000) Direção: Lúcia Murat. Final do século XVIII, atual Mato Grosso do Sul, um grupo de portugueses
designados para fazer um levantamento topográfico na região do Pantanal se envolve com estupro de índias da tribo kadiwéus, um ramo dos
guaicurus. O filme focaliza o conflito cultural entre brancos (colonizadores) e nativos (colonizados). Tema principal: dificuldade de compreensão
cultural. Uma das principais e terríveis cenas do filme é a do estupro e massacre de um grupo de mulheres guaicurus, quando brincavam e
mergulhavam durante um banho. A pintura de corpo dos kadiwéus, que tanto impressionou Lévi-Strauss, com sua complexidade e simetria, é bem
destacada no filme, quando o personagem português Diogo de Castro e Albuquerque, iluminista influenciado por Rousseau, escreve um livro,
ilustrado com as pinturas.
c/ "No coração dos deuses" Ficção. Brasil, Aventura, colorido, 95 m., 1999. Direção: Geraldo Moraes.Um grupo de aventureiros parte em busca do
tesouro dos martírios, seguindo o roteiro de um mapa recém-descoberto, datado do século XVII. No meio da viagem, terminam indo parar no tempo
dos bandeirantes, onde encontram índios, invasores e a Bandeira de Fernão Dias.
d/ "O Cangaceiro". Ficção, longa-metragem. Colorido. 1997. Direção e produção: Aníbal Massaíni Neto. Originalmente, filme em preto e branco
produzido em 1953 e dirigido por Lima Barreto, ganhou um prêmio em Cannes como melhor filme de aventura.
e/ "Deus e o diabo na terra do sol". Ficção, longa-metragem, 35mm, preto e branco. Rio de Janeiro, 1964, 125 minutos; Companhia produtora:
Copacabana Filmes. Produtor: Luiz Augusto Mendes; Música: Villa-Lobos. Canções: Sérgio Ricardo (melodia), Glauber Rocha (letra). Locações:
Monte Santo, Feira de Santana, Salvador, Canché (Cocorobó), Canudos (BA);
f/ "Eu, tu, eles". Ficção. Longa metragem. Colorido. Diretor: Andrucha Waddington. Conta a história de Darlene Linhares (Regina Casé), uma mulher
no sertão nordestino que se casa com três maridos. A história nasceu quando o diretor viu no programa Fantástico da TV Globo, reportagem sobre
uma sertaneja, que morava pacificamente com seus três homens.
g/ "Os dois filhos de Francisco". Ficção. Longa metragem, Brasil, 2006. Direção: Breno. História baseada na vida da dupla de cantores da música
sertaneja Zezé de Carmargo e Luciano, narra a saga de uma família do sertão de Goiás e a perseguição do sonho de transformar seus filhos em
artistas da música sertaneja.
Documentários:a/O Brasil sertanejo . Colorido. Baseado na obra de Darcy Ribeiro: O povo Brasileiro. Co-produção da Superfilmes, TV Cultura, GNT e a Fundar.
Conta com várias participações especiais e com captação de imagens em todo o Brasil, assim como com materiais de arquivos.
b/ São João vivo .Colorido. Longa metragem. Produzido por Gilberto Gil, apresenta festas juninas de vários estados do Nordeste, com participações
do próprio Gilberto Gil cantando e falando..
c/ O último dia de Lampião- Produção: Central Globo de Jornalismo. Direção; Maurice Capovila. Narração: Sergio Chapelin. http://www.
classicvideos.com.br
d/ A mulher no cangaço . Produção: Central Globo de Jornalismo. Programa Globo Repórter. Direção: Hermano Penna. Narração:Sergio Chapellin.
http://www.classicvideos.com.br
f/ Memórias do cangaço . Produção: Thomas Farkas, Divisão do Itamaraty, Departamento de Cinema do Patrimônio Histórico e artístico Nacional.
Filme-pesquisa apresentando trechos do documentário sobre cangaceiros feito, em 1936, pelo mascate Abraão Benjamin, fotografias e versos de
Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, e gravações populares da literatura de cordel. http://www.classicvideos.com.br
g/ O Caldeirão de Santa Cruz . Produzido por Rosemberg Cariri, o Caldeirão de Santa Cruz é o seu primeiro longa metragem, um documentário
histórico permeado de influências que passam por Eisenstein, Glauber, e a poesia popular, conta a história do movimento messiânico liderado pelo
beato José Lourenço, célebre protegido de Padre Cícero.
h/ O sertão mundo de Ariano Suassuna . Direção: Douglas Machado. Colorido, 80 m. DVD. A concepção de sertão de Ariano Suassuna, ficcionista,
poeta, dramaturgo e pensador que transforma o sertão no palco das questões humanas.
i/ O que eu conto do sertão é isto . Direção: Francisco Alves, José Otávio Paz de Barros, José Roberto Beto Novaes, José Umbelino, Maria Rita
Assumpção, Romero Azevedo. UFPB. 1978/79, 35 m.
j/ Paixão e Guerra no Sertão de Canudos. Documentário, Betacam, Cor, 78 min. 1993, Brasil. Direção e Roteiro: Antonio Olavo. Conta a epopéia
sertaneja de Canudos de forma ampla e aprofundada.Lançado em première mundial no Latin American Festival da Carolina do Norte (USA), como
convidado especial em novembro de 1993.
k/ No sertão eu vi. Kátia Maciel, Brasil, vídeo, 27 min., 1998.?Uma equipe de jornalistas e geógrafos percorre o sertão e propõe nova maneira de
enxergar o semi-árido nordestino. O sertão é enfocado em seus aspectos culturais a partir de depoimentos de importantes personalidades desse
cenário. Superam-se assim, as adversidades naturais, e se projeta com criatividade (Mostra de Filme Etnográfico Brasil Plural, SESC (www.sesc.
com.br) e Interior Produções)
l/ Dias de feira: Ana Rosa Marques, Cyntia Nogueira e Danilo Scaldaferri, Bahia, vídeo, 30 min., 1999. O modo de viver e de ver o mundo do
sertanejo, sua identidade, relações culturais e sociais, abordados a partir de seu cotidiano, tendo as feiras livres como cenário. Dividido em quatro
blocos temáticos de aproximadamente 7 minutos, este documentário foi gravado nas cidades de Canudos, Euclides da cunha, Monte Santo e Uauá,
no sertão baiano? (Mostra de Filme Etnográfico Brasil Plural, SESC (www.sesc.com.br) e Interior Produções).
m/ O Brasil da sanfona. Colorido. Produção: Myriam Taubkin Produções Artísticas/Galvani/SESC São Paulo. Apresenta a arte da sanfona do
Nordeste, do Brasil central, do Rio Grande do Sul e do Estado de São Paulo.
n/ Lunário Perpétuo - DVD de Antônio Nóbrega. Colorido, 120 m. Destaque para o próprio tema: "lunário perpétuo?". E para a canção - O romance
de Riobaldo por Diadorim, de Antônio Nóbrega e Wilson Freire.