| Título: | O Diálogo da forma: estilo de Guimarães Rosa e o processo social em Sagarana | Ano: | 2025 |
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| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 5 |
| Público Estimado: | 300 | Área Principal: | EDUCAÇÃO |
| Área do CNPq: | Lingüística, Letras e Artes | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE LETRAS VERNÁCULAS/CCHL |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
A obra Sagarana (1946), de Guimarães Rosa, promove uma nova perspectiva de regionalismo brasileiro. Descrita pelo próprio autor como novelística a coletânea de teor picaresco, compõe-se de nove contos independentes em si e é marcada pela oralidade estilística Rosiana. A narrativa nos oferece a representação do universo sertanejo brasileiro de meados do século XIX com seus jagunços e vaqueiros, resguardando as particularidades do sertão de Minas Gerais num contexto em que a obra é concebida como uma Saga - travessias mas, semelhante a rana - ambiente natural afeito aos seres de contato com a natureza. A obra passou por um processo de maturação antes de se lançar ao público, mas veio com identidade própria, ocupando um espaço tenso do ponto de vista de alguns críticos que lançavam olhares sobre a obra iluminados pelo cânone vigente no contexto literário da época da publicação. Nesta pesquisa, têm-se duas frentes de atuação: a primeira está em conhecer o objeto de análise, a partir da recepção pela crítica e pelos leitores no contexto da concepção. Sagarana é concebida na era de uma literatura regionalista que ultrapassara várias correntes modernistas polêmicas. Tais correntes encaminhavam-se para ideologias nacionalistas mobilizadas pelos processos de modernização. Por outro lado, as concepções conservadoras agiam contra essa modernidade, respingando nas atualizações literárias iminentes. Ainda assim, Sagarana compõe-se de brasilidades e regionalismos, de eruditismos e coloquialidades, resultantes da aliança entre oralidade e escrita, fazendo-a ensaiar um novo regionalismo na literatura brasileira que se abria à discussão. A segunda frente de atuação eleita, trata de análise da proposta de leitura social constante na fatura da obra, resguardando-se o caráter ficcional da arte literária. As nove narrativas tratam de temas regionais, representando o sertão mineiro e o livro inicia-se já apresentando os temas centrais; Minas Gerais, sertão, bois vaqueiros e jagunços, o bem e o mal, dentre outros. Isso, realçando o costume popular - a quadrinha oriunda da Velha cantiga, solene, da roça que, na abertura da referida obra, já anuncia sua forma, isto é, sua composição intertextual, e por consequência, intercultural pelo caráter multitextual.