| Título: | Educação em Saúde e Vigilância Epidemiológica das ISTs em adolescentes | Ano: | 2025 |
|---|---|---|---|
| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 0 |
| Público Estimado: | 110 | Área Principal: | SAÚDE |
| Área do CNPq: | Ciências da Saúde | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO C TEC EM ENFERMAGEM/CTT |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
As Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) configuram-se como um dos maiores desafios da saúde pública global, especialmente em contextos marcados por desigualdades sociais. Estima-se que ocorram anualmente mais de 374 milhões de novos casos de ISTs, como clamídia, gonorreia, tricomoníase e sífilis, afetando majoritariamente indivíduos entre 15 e 49 anos (WHO, 2023). Essas infecções geram impactos individuais como infertilidade, complicações gestacionais e maior suscetibilidade ao HIV e coletivos, ao sobrecarregar os sistemas de saúde e elevar os custos sociais. No Brasil, adolescentes e jovens são o grupo mais vulnerável, devido ao início precoce da vida sexual, uso irregular de preservativos e barreiras no acesso aos serviços de saúde (COSTA et al., 2020). Em 2022, 29,4% dos novos casos de HIV ocorreram entre pessoas de 15 a 29 anos, e mais de 74 mil gestantes foram diagnosticadas com sífilis, incluindo muitas adolescentes (BRASIL, 2023a; 2023b). As hepatites B e C também representam importante problema de saúde, com cerca de 1,6 milhão de brasileiros infectados (BRASIL, 2025; WHO, 2024). Apesar dos avanços na prevenção e tratamento, o estigma, a discriminação e as desigualdades regionais ainda dificultam o enfrentamento eficaz de ISTs como sífilis e HIV (UNAIDS, 2023). Assim, torna-se fundamental fortalecer estratégias intersetoriais e ações de educação em saúde que promovam o diagnóstico precoce, o acesso universal aos serviços e a conscientização sobre práticas sexuais seguras, em consonância com as metas de eliminação propostas pela OMS para 2030.