| Título: | INSULINCARE: Capacitando Profissionais e Pacientes da Atenção Primária à Saúde para uma Insulinoterapia Segura e Eficaz | Ano: | 2024 |
|---|---|---|---|
| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 8 |
| Público Estimado: | 90 | Área Principal: | SAÚDE |
| Área do CNPq: | Ciências da Saúde | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM/CAFS |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
O Diabetes Mellitus (DM) é uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT) caracterizada por distúrbios metabólicos que causam hiperglicemia, devido a problemas na secreção ou ação da insulina. As formas mais comuns são o DM tipo 1 e 2, que estão associados a complicações em vários órgãos e tecidos. Estima-se que até 2045 haverá 783 milhões de pessoas com DM no mundo, com 23 milhões no Brasil. O tratamento do diabetes envolve tanto intervenções farmacológicas, como o uso de insulina e antidiabéticos orais, quanto mudanças no estilo de vida, como prática de exercícios físicos e alimentação balanceada. No Brasil, utiliza-se três tipos principais de insulina: regular, NPH e análogos. O esquema terapêutico varia conforme a necessidade do paciente, sendo fundamental o entendimento sobre a administração correta. A má gestão da insulina pode resultar em hipoglicemia, hiperglicemia e complicações graves, como retinopatia, neuropatia, infarto e acidente vascular cerebral. A equipe multiprofissional, especialmente os enfermeiros, desempenha papel crucial na educação em saúde, promovendo o autocuidado, a adesão ao tratamento e a prevenção de complicações. A assistência adequada visa melhorar a qualidade de vida dos pacientes, corrigir erros no manejo da insulina e fortalecer o vínculo entre os pacientes e a rede de atenção à saúde. A educação em insulinoterapia é essencial para garantir o sucesso do tratamento e reduzir os riscos associados ao uso inadequado da insulina, que podem incluir desde hematomas e dor até complicações vasculares severas. O objetivo é capacitar tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes e suas redes de apoio para o uso seguro e eficaz da insulina. O projeto envolve várias etapas para garantir a efetividade da capacitação em insulinoterapia. Inicia-se com reuniões para planejamento e avaliação das ações, ajustando estratégias conforme necessário. Parcerias serão estabelecidas com a Secretaria Municipal de Saúde, o conselho regional de enfermagem e outras instituições para apoiar a implementação. Um curso de capacitação será oferecido para profissionais de saúde da atenção primária em Floriano, Piauí, abrangendo enfermeiros, técnicos, agentes comunitários, nutricionistas, educadores físicos, psicólogos e médicos. Além disso, haverá um curso focado no aprimoramento das consultas de enfermagem, com ênfase na elaboração de diagnósticos e planos de cuidados. Serão desenvolvidos materiais educativos para a comunidade e para os profissionais, utilizando metodologias ativas para promover a educação em insulinoterapia. Rodas de conversa e palestras serão organizadas para promover a troca de experiências entre profissionais e a comunidade. Também será realizado um evento integrativo para pacientes com diabetes e seus familiares, visando a troca de experiências e a formação de uma rede de apoio. Por fim, será realizada uma avaliação contínua da efetividade das intervenções, monitorando o impacto das ações com a equipe, pacientes e rede de apoio. O projeto visa fornecer treinamento aos trabalhadores da atenção básica sobre todas as etapas de preparo, aplicação, armazenamento, transporte e descarte de insulina. Também busca educar pessoas com diabetes e suas redes de apoio sobre a importância da insulinoterapia correta. O objetivo é aprimorar o autocuidado e as condições psicossociais dos pacientes, promovendo um vínculo humanizado entre eles e a rede assistencial. O projeto inclui a compreensão do mecanismo de ação da insulina, a classificação da diabetes e a razão do uso da insulina no tratamento. Enfatiza aumentar a aceitação e a adesão ao tratamento, melhorar as técnicas de aplicação de insulina e entender as consequências do uso incorreto e das comorbidades associadas à diabetes não tratada. Além disso, visa promover a autonomia do paciente em seu tratamento, familiarizar a equipe e a comunidade com medidas não farmacológicas para controle glicêmico e hábitos saudáveis, e criar um canal de comunicação acessível com informações sobre insulinoterapia e diabetes. A assistência à população com diabetes e em risco será ampliada, e será desenvolvida uma cartilha sobre o uso correto da insulina.