| Título: | Saberes e fazeres ancestrais, a linguagem do feminino na construção identitária e territorial no Piauí | Ano: | 2025 |
|---|---|---|---|
| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 2 |
| Público Estimado: | 200 | Área Principal: | EDUCAÇÃO |
| Área do CNPq: | Ciências Humanas | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE PEDAGOGIA/CSHNB |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
Com o objetivo de descrever as práticas de organização (e coesão social) das comunidades étnicas no Piauí, que viabilizam o autorreconhecimento por meio de uma teia de transmissão inter e transgeracional de conhecimentos e experiências do feminino e suas contribuições na construção identitária e territorial no Piauí, desenvolveremos rodas de conversa e rodas de significado como instrumento na/para metodologia qualitativa. As rodas são entendidas, aqui, como escuta sensível e necessária para articulações das atividades que compõe o projeto composto de três atividades a serem desenvolvidas junto as escolas e associações nas comunidades étnicas: 1. Cartografia de saberes, momento em que percorremos a memória e as narrativas sobre as rezas, as rodas e as roças como espaços relacionais e carregados de significados com base na cosmovisão do "Bem viver" (ser e se relacionar com a natureza para um fazer-se de forma sustentável), transmitidos pelos ensinamentos e lembranças de um tempo em que o fazer-se é metodologia de saber-se; 2. Formação de professores por meio de encontro de saberes, em que dialogaremos com as concepções de comunidades, rituais e corporalidade de Sobunfu Somé (2003), Leda Martins (2021), Paulina Chiziane (2008) e Mariléa Almeida (2022) e as experiências em ser, saber-se e fazer-se território das comunidades étnicas; As narrativas descritas, farão um convite a ampliação epistêmica a partir do papel do feminino na construção de uma existência enquanto consciência ontológica de quem se faz nas relações com outros, como reconhecimentos recíprocos, e nas comunidades como práticas de construção de humanidades necessárias para a 3. Construção da proposta curricular e pedagógica para as escolas das comunidades étnicas.