| Título: | Uso de agrotóxicos, agroecologia e organicidade camponesa no sul do Piauí | Ano: | 2021 |
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| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 3 |
| Público Estimado: | 45 | Área Principal: | OUTRAS |
| Área do CNPq: | Ciências Humanas | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE LICENCIATURA EM EDUCAÇÃO DO CAMPO-PROCAMPO/CPCE |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
No contexto da análise da questão agrária, o Brasil tornou-se o maior consumidor de agrotóxicos do mundo, elemento desafiador à segurança/soberania alimentar, à saúde humana e do ambiente, colocando em questão a própria permanência dos(as) camponeses nos espaços agrários. Esses processos têm gerado diversos problemas não somente para o campo, mas também à cidade, provocando intenso debate acerca das políticas públicas e acerca do papel das instituições educacionais no sentido de fornecer conhecimento científico para atender às demandas das comunidades atingidas por tais processos. Acredita-se que essa problemática tenha avançado em diversas regiões brasileiras, a exemplo do sul do Piauí, devido ao crescimento das áreas de agronegócio e, consequentemente, ao aumento do uso de agrotóxicos também por parte de camponeses, embora em quantidade inferior a esse primeiro. Ampla literatura tem verificado o uso exponencial de agrotóxicos por parte do agronegócio. Em relação à agricultura camponesa, de acordo com Bombardi (2011), cerca de um terço dos camponeses utilizam agrotóxicos no país, questão que tem gerado uma dependência do uso de agroquímicos por essa agricultura, impulsionando a apropriação da renda da terra pelos agentes do mercado de comercialização destes insumos químicos, enquanto os camponeses permanecem empobrecidos. Outros efeitos são as mortes e intoxicações humanas e a contaminação ambiental e dos alimentos decorrentes do uso de agrotóxicos. Ressalta-se que a agricultura familiar camponesa é responsável pela produção da maior parte dos alimentos que abastecem as populações rurais e urbanas do país, estimada em cerca de 70% do total, de acordo com o Censo Agropecuário (2006). Como estratégia para amenizar tais problemáticas, processos educacionais direcionados à produção e organicidade camponesas correlacionados à análise do uso de agrotóxicos e das práticas de agroecologia tornam-se essenciais. Neste projeto, o levantamento do uso de agrotóxicos (pelo agronegócio e camponeses) e sobre as práticas agroecológicas, com auxílio da cartografia social, podem contribuir para o fortalecimento da produção mais saudável e a diminuição da dependência do uso de agrotóxicos pela agricultura camponesa. Para o desenvolvimento do trabalho de extensão serão realizados cursos, oficinas e produção de material didático em conjunto com a Comunidade Laranjeiras-Currais/PI, de forma remota e presencial (quando for essencial). Espera-se que a atividade possa contribuir para conscientizar os(as) camponeses(as) sobre os efeitos dos agrotóxicos e para incentivar novas práticas agroecológicas e educativas, ao passo que apresente subsídios às políticas públicas no sentido de construir outras formas de agricultura no país, contribuindo para melhoria da qualidade de vida das populações nos espaços agrários e dos consumidores de alimentos nos espaços urbanas.