| Título: | Rota das quebradeiras: Fortalecimento da cadeia produtiva e valorização dos saberes tradicionais através da Educação Ambiental | Ano: | 2026 |
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| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 5 |
| Público Estimado: | 110 | Área Principal: | EDUCAÇÃO |
| Área do CNPq: | Ciências Humanas | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIAS DA NATUREZA/CCN |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
As comunidades tradicionais de quebradeiras de coco babaçu em algumas regiões do Território Entre Rios, enfrentam a invisibilidade econômica e pressões devido às grandes empresas extrativistas (Costa; Vieira; Rocha, 2026). A comunidade Zundão dos Camilos possui uma riqueza cultural e ambiental única (os babaçuais), mas sofre com a falta de alternativas de geração de renda que fixem a juventude na terra e valorizem o trabalho feminino. O problema central é a vulnerabilidade socioeconômica decorrente de uma cadeia produtiva do babaçu que muitas vezes depende de atravessadores. A palmeira babaçu (Attalea speciosa Mart. ex Spreng.) tem diversas finalidades desde a utilização da palha para cobertura de casa ao caule transformado em adubo. O coco babaçu fruto da palmeira é utilizado para diferentes fins, contudo a prática mais recorrente é a produção do azeite e do óleo (Souza Junior; Caselli; Soares, 2020). Os moradores utilizam o coco principalmente como subsistência, sendo também uma importante fonte de renda para as famílias. Na comunidade são encontradas quebradeiras, que expõem seus produtos derivados do coco babaçu em feiras anuais de agricultura familiar, sendo esta uma das principais práticas para a valorização de seus trabalhos. Nesse sentido, uma rota das quebradeiras de coco na comunidade pode propiciar a valorização dos saberes tradicionais das pessoas inseridas no território, focando principalmente no resgate desses conhecimentos no contexto histórico das diferentes gerações. A partir dos saberes e das práticas do grupo, pretende-se fortalecer a cadeia produtiva e o ecoturismo na comunidade (Dias; Pereira, 2022).