| Título: | Horto comunitário Semeando plantas que curam | Ano: | 2020 |
|---|---|---|---|
| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 31 |
| Público Estimado: | 668 | Área Principal: | SAÚDE |
| Área do CNPq: | Ciências da Saúde | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE ENFERMAGEM/CAFS |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
Objetiva-se com este programa difundir e congregar crenças, saberes e fazeres da cultura popular tradicional presentes na medicina popular alternativa (plantas medicinais), com o intuito de propiciar o desenvolvimento e o aprendizado crítico - reflexivo de comunidades em situação de vulnerabilidade social, especificamente da comunidade Quilombola Mimbó do município de Amarante/PI. Desenvolver-se-á este programa através da metodologia da pesquisa-ação. Os participantes envolvidos nesta proposta serão constituídos de 130 famílias, com aproximadamente 600 pessoas (crianças, jovens e adultos), que subsistem da pesca e da lavoura familiar (muitas de suas roças localizam-se no Mimbó de Baixo), residem em casas de tijolo adobe, com precárias condições de saneamento básico, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e com renda média mensal de um salário mínimo. Adotar-se-á os seguintes critérios de inclusão: ter idade igual ou superior acima de 18 anos. Ao optar por este tipo de metodologia, é necessário ter em mente o tempo que o mobilizador terá para desenvolvê-la, pois é imprescindível o cumprimento de todas as fases, não sendo possível realizar somente a fase de diagnósticos, pois o que caracteriza a pesquisa-ação é a mudança. O planejamento na pesquisa-ação é flexível e não segue uma série de fases ordenadas, de forma rígida. Assim, existem diversas etapas para organização e efetivação e sua execução pode ocorrer de diversas formas, a saber: Fase exploratória; Tema da pesquisa; Colocação dos problemas, O lugar da teoria, Hipóteses, Seminário, Campo de observação, amostragem e representatividade qualitativa, Coleta de dados, Aprendizagem, Saber formal e saber informal, Plano de ação e Divulgação externa. Acrescenta-se que participarão destas oficinas os indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos e será desenvolvida no período de março de 2020 a fevereiro de 2021. Esta etapa do projeto será contemplada em fases, descritas a seguir: Fase 1: Inicialmente, será realizado um contato prévio com a Comunidade quilombola Mimbó, para a realização de um diagnóstico situacional de saúde da comunidade, buscando identificar os riscos e as vulnerabilidades desta clientela. A ação contará inicialmente com um momento de aproximação da equipe executora das ações de promoção da saúde com a comunidade local, através de visitas e reuniões, objetiva-se expor a proposta das ações que se pretende realizar além de realizar um levantamento prévio do quantitativo de homens e mulheres que poderão participar da proposta. Fase 2: Nesta fase será discutido a escolha do local para ser construído a horta comunitária e a escolha das plantas medicinais utilizadas pela comunidade (catalogação e construção de um painel histórico) a serem elucidadas com os sujeitos da comunidade e a discussão sobre a relevância científica e prática (colocação do problema) e a articulação com um referencial teórico para posteriormente realizar um seminário local buscando elencar as possíveis soluções para os problemas levantados pela comunidade sobre a temática. Acrescenta-se que outras temáticas poderão ser abordadas nesta fase, a saber: construção de uma horta comunitária, produção e manipulação do cultivo das ervas, limpeza e adubação dos espaços, plantio das sementes e mudas, direitos e deveres que perpassam a prática da atuação comunitária, produção, agroindústria, males causados pelos agrotóxicos, sistemas de aproveitamento e reutilização de água, reutilização de recipientes recicláveis e reaproveitáveis para construção de jarros e canteiros, economia solidária, dentre outras). Fase 3: Nesta última etapa serão atendidas as seguintes ações: atividades de pesquisa que viabilizem a confecção de material educativo para as ações de promoção de saúde (cartilhas, folders e informativos, peças teatrais, paródias, literatura de cordel, etc). Estabelecer parcerias para buscando transformar a realidade da comunidade Mimbó através da implementação de políticas públicas; pactuar com as redes a implementação da proposta de economia solidária na comunidade como fonte de renda e sustentabilidade, buscando empoderamento da comunidade para modificar sua realidade. Tal proposta, corrobora com o conceito de Promoção da saúde enfatizado pela Carta de Ottawa (1986) que diz nome dado ao processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria de sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle deste processo. Para atingir um estado de completo bem-estar físico, mental e social os indivíduos e grupos devem saber identificar aspirações, satisfazer necessidades e modificar favoravelmente o meio ambiente. A saúde deve ser vista como um recurso para a vida, e não como objetivo de viver. Nesse sentido, a saúde é um conceito positivo, que enfatiza os recursos sociais e pessoais, bem como as capacidades físicas. Assim, a promoção da saúde não é responsabilidade exclusiva do setor saúde, e vai para além de um estilo de vida saudável, na direção de um bem-estar global (BRASIL,2002). Acrescenta-se ainda que será proposto eventos locais e regionais na UFPI/CAFS (cursos, seminários, encontros) buscando articular as ações de pesquisa e extensão realizadas na comunidade Mimbó e divulgar através da publicação de artigos, as ações extensionistas realizadas em eventos científicos nacionais e internacionais.