| Título: | A presença do passado: narrativas alternativas em Arqueologia | Ano: | 2022 |
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| Nº de Bolsas Concedidas: | 0 | Nº de Discentes Envolvidos: | 7 |
| Público Estimado: | 130 | Área Principal: | OUTRAS |
| Área do CNPq: | Ciências Humanas | Unidade Proponente: | COORDENAÇÃO DO CURSO DE ARQUEOLOGIA E CONSERVAÇÃO DE ARTE RUPESTRE/CCN |
| Unidades Envolvidas: | Tipo: | EXTENSÃO | Município de realização: | Espaço de realização: |
Ao longo do tempo, a Arqueologia tem servido como inspiração para filmes, literatura, histórias em quadrinhos, desenhos animados, videogames e brinquedos. Personagens como Indiana Jones e Lara Croft, filmes como A múmia, desenhos animados como Jack Chan e livros como Eram os Deuses Austronautas fazem parte da cultura popular e preenchem o imaginário, construindo um entendimento particular sobre a disciplina. Muitas vezes, esse tipo de entretenimento é classificado de forma contraditória pelos profissionais da área, já que, por um lado, trazem uma visão estereotipada sobre a profissão e, por outro lado, a aproxima da cultura popular, tornando-a presente no dia a dia das pessoas de uma forma divertida e envolvente (HORTOLF, 2005). Refletindo sobre esse impasse - e realizando uma crítica às tradicionais formas de divulgação científica em Arqueologia, que no geral são monótonas, impessoais, frias, distantes e apolíticas esse projeto de extensão tem por finalidade propor formas de comunicações alternativas em Arqueologia. Partindo de recursos como os citados anteriormente (filmes, videogames, história em quadrinhos) e incluindo outros (teatros, performances, fantoches, aplicativos, jogos, poesia, música e brinquedos), o presente projeto pretende desafiar os estudantes do Curso de Arqueologia da UFPI a se apropriarem dos elementos que frequentemente tornam a disciplina fascinante para as pessoas, sem, contudo, fazer as simplificações e reducionismos que muitos desses canais midiáticos realizam e, ao mesmo tempo, evitar discursos positivas, cartesianos, neutros e cientificistas comuns nos trabalhos acadêmicos de Arqueologia. Assim, assumindo que os efeitos da Arqueologia dependem da forma em que ela é contada (CABRAL, 2014; HABER, 2011) e a entendendo como uma forma de narrativa (SHANKS e TILLEY, 1987; ZARANKIN, 2014; ZARANKIN e SENATORE, 2011) a partir da qual o passado volta a vida (HORTOLF, 2005), pretende-se criar um espaço acadêmico que incentive a criatividade dos estudantes, discutindo e propondo trabalhos originais que explorem formas alternativas de comunicação entre arqueólogas (os) e não-arqueólogas (os). A proposta inclui-se no projeto marco Paisagens em Branco: Arqueologia e Antropologia Antártica, coordenado pelo prof. Dr. Andres Zarankin da UFMG, que se encontra em desenvolvimento no Brasil desde 2009 e do qual a proponente desse projeto de extensão integra a equipe técnica desde 2013, coordenando as atividades de Arqueologia Pública. A escolha por associar esse programa de extensão à pesquisa de Arqueologia Antártica da UFMG deve-se à dois motivos principais: o primeiro relaciona-se ao know-how adquirido pela equipe do projeto Paisagens em Branco, que tem desenvolvimento inúmeras ações de mediação com o público não-arqueológico, realizando trabalhos criativos e inovadores, e o segundo vincula-se a formalização de uma parceria entre UFPI e UFMG visando o desenvolvimento de trabalhos colaborativos, interinstitucionais e formação de recursos humanos sobre Arqueologia Antártica no Brasil. Reforça-se que nas atividades realizadas de modo presencial serão adotados os protocolos de biossegurança contra COVID-19, conforme Resolução CONSUN/ UFPI N.º 56, de 20.01.2022, a qual estabelece com pontos principais: o uso de máscara em todas as dependências da UFPI, apresentação de comprovante vacinal atualizado e, em caso de teste positivo para COVID-19, será exigido isolamento de até 10 dias do contaminado.